Resident Evil e outras línguas - 3 LIÇÕES PARA A VIDA!


Alguém diria que aprender inglês, espanhol, francês, libras ou outras línguas seja perda de tempo? Acho que quase ninguém, né? Então preste muita atenção na sua professora de inglês na escola! Mesmo que seja para aprender o verbo To Be pela vigésima vez, hein! Hahahaha. (Ou falar CEM e MIL em inglês! Você saberia dizer? Na minha turma de segundo ano do ensino médio ninguém soube falar e a professora ensinou os números para gente de novo!) Jogar videogame me ensinou muita coisa, mas três lições em especial: 1) se ficar parado, morre; 2) se estiver no caminho certo vai encontrar inimigos/dificuldades; 3) quem sabe falar outras línguas vai para qualquer lugar! E Resident Evil mostra que essas três lições valem MUITO aqui na franquia ao enfrentarmos a Umbrella!

Imagem do jogo "Resident Evil 2" com Leon cercado por policiais zumbis.
Logo que começamos qualquer jogo nós temos que nos movimentar porque só ficar parado não vai acontecer nada em jogo nenhum nem na vida, não é mesmo? E alguns jogos premiam os que são curiosos: antes de ir para frente volte para trás e encontrará um item! Hahahahaha. Em quantos jogos você já viu isso? São jogos com movimentação 2D, como "Donkey Kong Country" ou o “The Lost World – Jurassic Park” do PlayStation que já na primeira fase nos dá 1 vida na fase do Compsognato! Hahahaha. Eu amo esse jogo mesmo ele sendo difícil. Fica a dica: na próxima vez que for jogar algo assim, antes de ir para a frente, volte. Vale a pena.

Capa do jogo clássico "Donkey Kong Country" para Super Nintendo.

Com Resident Evil a agilidade é a melhor arma em alguns momentos porque nem sempre vamos ter balas sobrando e os zumbis são recorrentes. Então desviar deles agora para depois eliminar é mais vantajoso, então movimentar-se sempre no jogo e na vida, porque atividade física é muito importante! Afinal ver os movimentos dos personagens na tela é saber que muitas vezes são atores reais com captura de movimento que depois são tratados no computador e aí vão para nossas mãos. Então é possível lutar, correr e pular como nos jogos, mas exige treino e superar os próprios limites. Sabe aquele movimento da Jill que falei que era impossível na postagem passada? Com MUITO treinamento talveeeeez seja possível, mas a gente sabe que filmes e jogos fantasiam muito, mas é possível ser ágil SIM!

Atriz da captura de movimento e personagem no jogo "Resident Evil: Requiem". Atuação que rende mais imersão!
As pessoas gostam de conforto. Eu gosto de conforto. Você gosta de conforto, tenho certeza. Mas ter agilidade como a Jill e Claire ou músculos trabalhados como Leon e Chris exige treino especializado, alimentação correta, foco, disciplina e confrontos! Sim, porque algumas vezes vamos ter que lidar com comentários que nos desmotivam, desanimam e fazem parecer impossível de bater algumas metas. Este blog, por exemplo: quantas e quantas vezes eu não pensei, planejei, escrevi, gravei, regravei e acabei engavetando as ideias? Muitas, mas a maioria das vezes a voz que eu ouvia era a minha própria desmotivando: ninguém vai ler, vou perder tempo fazendo, não vai dar lucro, eu poderia estar fazendo outra coisa, mangás tem conteúdo infantil... Claro, ninguém começa grande: quando criamos algo novo é a partir do zero, mesmo que seja rico e famoso, ao ser criado um novo perfil por algum tempo não vai ter nenhum seguidor, mensagem ou conteúdo. Até a pessoa abrir a boca para divulgar e os números vão crescer mais rápido do que zumbis numa área inexplorada. E quando se tem um objetivo vai ter quem queira atrapalhar de alguma forma: desvie em silêncio e siga em frente ou mostre que a pessoa está errada. De uma forma ou outra ela vai ficar de boca fechada mais cedo ou mais tarde.

Imagem do mangá da "Ilha da Morte" com Jill e Leon lutando antes de se reconhecerem nos túneis de Alcatraz.

Tem um tempo que a gente aqui no Brasil gosta de receber atenção com jogos em PT-BR nas legendas ou até em dublagens, mas houve um tempo em que a gente tinha só em inglês e a gente tinha que se virar para saber o que fazer, especialmente em jogos como Resident Evil ou os clássicos de “Medal Of Honor”. Acho que esse segundo era mais difícil ainda por conta das missões que se a gente não entendesse os diálogos não ia saber o que fazer além de andar, atirar e se esconder e ir meio que por rumo, mas saber ou ter pelo menos uma noção de linhas gerais economizava tempo e munição. Com Resident Evil nós temos o exemplo clássico do primeiro encontro com o Nemesis no terceiro jogo porque ele aparecia de repente numa cena pesada demais e a gente não esperava por isso e sem muito tempo para pensar nós tínhamos duas opções na tela para escolher e o jogo continuar! Então seja em inglês, seja em japonês como na imagem abaixo, se a gente escolhesse uma opção e começasse a lutar contra o monstro e perdêssemos, a gente sabia que tinha a outra opção para quando voltássemos aqui que era a de entrar na delegacia. Era uma das duas: lutar contra o monstro ou fugir! Mas sem saber ler o que estava na tela a gente escolhia qualquer coisa e prestava atenção. Se desse errado escolhia a outra opção em outra oportunidade.

Imagem do 3º jogo da franquia com opções em japonês para enfrentar o monstro ou entrar na delegacia.
Raramente a gente escolhia fugir na primeira vez e tomava umas boas porradas. Hahahaha. Depois a gente pegava o jeito e ao escolher enfrentar ele e vencer, tinha itens para pegar no corpo. E durante o jogo a gente sabia que ele voltaria a aparecer já que ele é o chefão principal. Mas em muitas outras partes a gente topava com diálogos nos jogos em que os personagens claramente diziam algo do tipo: “A chave especial para esta sala está na gaveta do chefe de polícia” e era só chegar e pegar. Mas sem saber ler em outra língua nem ter paciência a gente só ficava apertando o botão para passar os diálogos e vamos correndo atirar para todo lado em tudo que se mexe e gastar um tempão rodando pelas salas sem saber onde ir porque o diálogo foi ignorado. Pois é.

Imagem do jogo "Resident Evil 2" com a Claire encontrando uma "Special key".
Aí me lembro de um diálogo que uma mulher no Threads iniciou semana passada dizendo que achava perda de tempo ensinar inglês para crianças como podem ver nos prints abaixo. Tudo bem, é a ideia DELA e também tem quem diga que antes disso o cérebro não está desenvolvido o suficiente e crianças não têm necessidade de serem fluentes em outra língua. FLUENTES nós não somos nem em português direito, infelizmente, mas é bom saber, sim, outras línguas o quanto antes. Alguns resultados de pesquisa que fiz antes de postar dizem que a partir de 3 a 6 anos é ideal, mas quando a família tem planos de mudar de país não faz mal falar com a criança desde bebê em outras línguas. Elas não entendem nada mesmo. Hehehehe. Mas vão aprendendo com o tempo. Mas seja para ter menos dificuldades em jogos ou até mesmo para saber o que estamos ouvindo nas músicas estrangeiras, é indispensável em qualquer idade. É como um colega de trabalho que gostava de “Rape Me” do Nirvana... Ou ele não sabia o que queria dizer a música e gostava só do ritmo agitado dela ou ele queria uma coisa de nós e não sabia como pedir. Mas quando a gente perguntou se ele sabia do que se tratava e disse que não, tratamos de apresentar a letra e significado e acho que faz uns 15 anos que ele não escuta mais essa pérola do Kurt Cobain. Hahahaha.

Zerei os jogos de Resident Evil, Parasite Eve, Dino Crisis, Final Fantasy VII (mentira, esse ainda não, mas vou zerar) com ajuda de detonados (não é crime!), mas eles só falam o que fazer mas não tem detalhes (como documentos que encontramos nos jogos e contam detalhes sobre a história e alguns até com senhas importantes para o desenrolar do jogo) e eu acredito que entender as razões para as quais estamos dando tiro em monstros ou em outros soldados é importante. Tem uma galera que torce o nariz quando ouvem alguém falando que “Resident Evil é jogo de atirar em zumbis” porque batem de pé junto defendendo a história do jogo e que “Resident Evil é um jogo de enfrentar Bio-Terrorismo!” Bom, para mim é os dois agora que sei o suficiente de inglês para fazer as coisas com mais facilidade. O dicionário aberto no colo ajudou demais e hoje eu tenho ele guardado como um bom amigo que ele foi em tempos escuros de não ter como saber o que se passava. Procurava errado algumas coisas por não saber a conjugação certa de alguns verbos e palavras ou até de gírias mas me virava e pegava pelo contexto. E hoje me divirto MUITO MAIS do que antigamente. Em resumo: estudem português para saber ler e interpretar um texto na nossa língua e estude outras línguas para mostrar para os amigos dos seus irmãos que você manja jogar Resident Evil, para saber traduzir aquela música romântica para gatinha quando estiver tocando num reels e ela se derreter com você fazendo isso (e para não escolher pro casamento uma música bonita pela melodia mas que fala de traição e abandono) e para se preparar para uma viagem. Nunca se sabe quando vamos precisar traduzir algo ou enfrentar a Umbrella num apocalipse zumbi em Raccoon City. “UuuUoooOOooohhhhHHHhhh...” diriam os zumbis. E eu concordo.

Foto com as caixa dos 3 jogos de PlayStaion de Resident Evil, um controle do console e um dicionário velhinho de inglês.

As caixas dos jogos, um controle e o dicionário BEC (Brazilian English Course). Amigos que nunca esquecerei. Tenha os seus também.

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