Resident Evil: origem, hipocrisia e uma homenagem!

Thum de Resident Evil - Ilha da Morte com um zumbi mordendo uma pessoa ao lado da logo do mangá.
Para quem joga videogame de vez em quando e já colocou um Resident para passar o tempo, talvez o jogo seja só mais um mas ele é mais do que só atirar em zumbis numa mansão, ilha ou cidade infestada! Ele foi lançado no Japão em 22 de Março de 1996 para o PlayStation e foi idealizado por Shinji Mikami, que era diretor e com a mentoria de Tokuro Fujiwara, que era um grande desenvolvedor da Capcom. Eles pegaram a ideia de um jogo chamado “Sweet Home” que era uma mansão assombrada e com quebra-cabeças e colocaram zumbis inspirados em “A Noite dos Mortos-Vivos” de George A. Romero (fica a dica para você assistir e um lembrete para mim também). Criaram a história de uma empresa de fachada (Umbrella) que fazia experimentos e armas biológicas em uma mansão em uma floresta perto de Raccoon City. Aconteceu um incidente ali perto, uma equipe altamente especializada foi designada para elucidar o ocorrido, mas perderam a comunicação com a central de polícia da cidade (aqui é o jogo Resident Evil Zero) e outra equipe foi enviada para resolver esta nova situação: era a equipe do S.T.A.R.S, composta por Jill Valentine, Chris Redfield e outros. Assim foi o início do primeiro Resident Evil e do gênero Survival Horror (Terror de Sobrevivência).

Imagens das capas de "Sweet Home", "A Noite dos Mortos Vivos" e de "Bio Hazard".

Resident Evil fez, é claro, um grande sucesso no Japão e quando foi para ser lançado no ocidente aconteceu um certo problema: o jogo originalmente se chama Biohazard (バイオハザード), que significa "Risco Biológico", (e é um nome perfeito, já que a história envolve vírus criados em laboratório e mutações genéticas) mas já tinha um jogo para computador com esse nome e uma BANDA de Heavy Metal/Hardcore em Nova York com o nome já registrado. Para não tomar um processo em bonitas folhas coloridas fizeram então um concurso interno na Capcom e o designer Chris Kramer sugeriu Resident Evil (que, em uma tradução livre, significa "O Mal Residente" ou "O Mal que Habita") e encaixou bem porque o primeiro jogo se passava quase inteiramente dentro de uma construção fechada: a gigantesca e assustadora Mansão Spencer. Então, o "Mal" estava "residindo" dentro daquele casarão. O resto é história para outras postagens, talvez. Mas Resident Evil fez um sucesso colossal por aqui também com um novo nome e chegou nas nossas mãos.

Imagem do primeiro jogo com Jill, Chris e Wesker no hall de entrada da Mansão Spencer.

Melhor e Pior da Obra

Eu sempre gostei de Resident Evil e dos sustos que a gente toma ao jogar e a franquia tem vários jogos e filmes que se encaixam em uma cronologia e A Ilha da Morte faz parte dessas histórias que compõem o cânone da saga dos nossos heróis combatendo a Umbrella e o T-Vírus e suas variantes. A lista dos filmes você pode conferir na outra postagem que fiz CLICANDO AQUI! E como estávamos falando do mangá, é muito legal ver a forma com que colocam os personagens para trabalhar juntos mas é muito mais fantasioso aqui do que no filme. Especialmente a chegada do Leon à Ilha de Alcatraz que é ejetado de uma cápsula submarina fazendo um pouso do herói bem desnecessário. E depois eles fazem outros movimentos à toa também, mas tá, vai lá, quem não ia ficar fazendo acrobacias se soubesse também? Eu faria. Hahahaha. Outra coisa é que há uma espécie de obrigatoriedade em filmes com zumbis ou simplesmente matança, em que há um tipo de cota de “curvas corporais” que tem que ser exibidas ou parece que a história não anda, e tem um pouco disso no mangá. Seja com as curvas das garotas ou os músculos e veias dos rapazes. E em filmes do tipo sangrento, tem quase sempre uma cena +18 para alegrar a galera. É... se faz sucesso então a fórmula segue adiante.

Imagem da Maria com destaque para suas curvas sensuais.

Dito isso, sim, vale a pena a compra do mangá! Vale pelos seguintes motivos: 1) é um volume único, então só com ele já fecha a coleção e 2) a história não tem enrolação, conversa desnecessária nem nada assim. Eles chegam, topam com o vilão, tem a dificuldade, vencem a dificuldade, topam com o vilão com poder aumentado, vencem e vão embora de  volta para casa. Pronto. Não tem muita conversa à toa e 3 volumes para encerrar a luta. Simplicidade e objetividade! E eu lembrei de uma coisa: e os turistas civis que viraram zumbis e tomaram uma bala na cabeça?! Eles não são mais problema para Jill, Chris, Claire, Leon e Rebecca. Que outros resolvam esse B.O aí! Coitados... morreram de forma trágica e a gente nunca pensa nisso nas histórias, né?

Imagem do mang com Jill, Chris e Claire cercados pelos zumbis que eram turistas normais.

Ah! Uma cena que achei formidável no mangá: quando Dylan Blake fala sobre o Touro de Fálaris! No filme ele só explica o que é, mas no mangá a cena é muito bem trabalhada! Explico: era um touro oco feito de bronze e como tortura uma pessoa era colocada lá dentro, acendiam fogo embaixo da peça e assavam a pessoa lá dentro! Os gritos e urros da pessoa davam a impressão de que o touro era vivo e fazia os sons. E dizem que o criador de tal método de tortura foi a primeira vítima de seu cruel feito. E Dylan recebe uma carga imensa do vírus que desenvolveu, cai na água e o tubarão tunado com o vírus o devora e o Dylan vira o bichão que a galera enfrenta. Então ele quis ser como Fálaris e se uniu à sua obra. Quando ele explica sobre isso tem a imagem do Dylan dentro do Touro indicando a união da ideia de um e do outro. E no final ele realmente age como Fálaris. Dylan era doidão mesmo.

Imagem do mangáa  com Dylan dentro do Touro de Fálaris.

Personagem favorito

De novo li o mangá e a Jill é sensacional. É como disse na outra postagem: é Deus no céu e a Jill na Terra para essa galera! Ela resolve qualquer coisa, como pode, cara?! Hahahaha. Gosto muito da Jill mas o fato de terem todo aquele arsenal não entra na minha cabeça. Hahahaha. Mas tudo bem, eles não podiam vencer com paus, pedras e poses de turista, né? Então sim, a Jill é a minha favorita, mas a lambeção de bota do filme/mangá em cima dela é meio forçado. Enfim... Se bem que ela salvou eles em inúmeras situações então a confiança nela é indiscutível, admito que eu também agiria como eles. Pensando melhor, fui MUITO HIPÓCRITA... Desculpa.

Imagem da Jill Valentine na abertura do primeiro jogo interpretada por Inezh em 1995.

Saga preferida

O mangá pode até ter um valor salgadinho para nós, mas tá tudo caro hoje em dia. Mas vale a pena comprar um mimo de vez em quando, então aproveite o link no final da postagem e compre o seu. Vale a pena sim. Mas é mais divertido quando a gente assume literalmente o controle da situação. Jogar é muito bom porque ajuda a tomada rápida de decisões, concentração, agilidade e planejamento (as balas não são infinitas). Então, seja Resident (mesmo com todos os sustos) ou outros jogos (como luta, corrida, esportes... sempre tem um que você pode gostar), jogar videogame faz, sim, muito bem para nós. Ajuda no que falei e ajuda também a desestressar e tirar o celular da mão, o que é complicado hoje em dia... Antes de escrever essa matéria eu reli o mangá (era só uma folheada, mas li inteiro) e peguei meu PS1 e joguei o Resident Evil 3 com a Jill! E como ela é corajosa! A mulher realmente é dona da coisa toda! Se você não conhece a abertura do jogo ou quer relembrar, veja aqui! “September 28th. Daylight. The monsters have overtaken the city. Somehow... I’m still alive...” CARACA, MALUCO!!!! Hahahahahaha! #JillRules

Imagem da Jill Valentine na abertura do 3º jogo da franquia no PlayStation.

O que levar do Mangá para a vida?

Realmente os jogos e filmes (ah, é! Tem os da Alice também! Nossa, nem falei deles! Vou ter que falar mais de Resident Evil aqui, com certeza!) são muito bons, mas sabe o que é melhor? A comunidade gamer de Resident Evil! Não sei se vocês conhecem (e se não conhecem vão lá acompanhar ela) mas tem uma pessoa que merece ser citada aqui: Moni do “Resident Evil Database” (Conheça o SITE AQUI). Monique Alves descobriu em 2022 um câncer de mama e como é comum com uma notícia dessas, a gente se assusta e vem um monte de coisas na cabeça, claro, mas a Monique fez o que toda pessoa que joga videogame sabe fazer como ninguém: se ergueu e enfrentou com coragem os desafios! Ela fez o tratamento com toda garra e coragem que se pode ter e VENCEU! E está aí firme e forte fazendo lives, jogando Resident e trazendo muito conteúdo bacana para todos nós. E a comunidade de fãs da franquia e de outros jogos com certeza foi fundamental e nós demos todo o apoio quando a Monique precisou. O apoio de tanta gente que se uniu enviando boas energias, orações e pensamento positivo sem dúvida fez e faz a diferença! Então fica aqui a minha homenagem a ela que é uma sobrevivente de Raccoon City e uma sobrevivente da vida real! Um forte abraço, Moni! E assim como ela, a Jill e os outros fica a lição de que se a gente tem quem conte com nossa presença, não podemos decepcionar! Vamos levantar, nos armar com o que for preciso e com toda coragem, bravura, determinação e munição vamos acreditar em nós mesmos e fazer acontecer!!! Deixe seu comentário abaixo e vamos conversar!

Imagem da Monique (Moni) do Resident Evil Database! Uma grande vencedora!

“Como... são capazes de manter tanta calma numa situação dessas...?” “É que nós temos a Jill! Enquanto ela viver ainda há esperança!” Sejamos Jill para os outros!


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